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23/07/2018 | Concebido por Goioerê

Em Cuba, mudanças sob o mote da continuidade

Em Cuba, mudanças sob o mote da continuidade

O regime cubano anuncia reformas sem mudar a sua essência. Reunida durante o fim de semana, a Assembleia Nacional decidiu abolir da Constituição que rege o país desde a era soviética o objetivo de construir o comunismo. Mas é justamente o Partido Comunista, ainda chefiado por Raúl Castro, a força motriz de um sistema de partido único que vigora em Cuba há quase seis décadas.

O esboço da nova Constituição formaliza a propriedade privada, mas o regime ressalta que não abrirá mão de seus ideais e seguirá o caminho em direção ao que o presidente do Parlamento, Estéban Lazo, chamou de socialismo sustentável. Discípulo de Raúl Castro, o presidente Miguel Díaz-Canel, deixou claro, desde que assumiu, em abril passado, que o país não fará um giro ao capitalismo.

A economia cubana sofreu perdas decorrentes da crise que afeta a Venezuela, seu principal parceiro, e, em 2016, registrou a primeira recessão em 20 anos. A abertura de mercado, sob estrito controle do Estado, é então o principal reflexo do quanto o país necessita de investimentos estrangeiros para garantir sua sobrevivência.

Díaz-Canel segue o mote da continuidade e as diretrizes de seu mentor, que paira sobre todas as instituições do país. Ele manteve no ministério os titulares de pastas importantes como Defesa, Interior e Assuntos Externos.

Sob a nova Carta, passará a chefiar um Conselho de Ministros e não mais um Conselho de Estado. E será criada a figura do primeiro-ministro, também subordinado ao presidente.

A omissão de gênero na união entre duas pessoas parece ser o avanço mais significativo da nova Constituição, abrindo o caminho para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas, como as demais mudanças, também foi impulsionada no seio da dinastia Castro: uma das promotoras da defesa dos direitos da comunidade LGBT na ilha é Mariela, filha de Raúl.

 

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Fonte: GOIOERÊ | CIDADE PORTAL | G1

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